Sobre a relação entre livre comércio e crescimento econômico

Evidências teóricas

1) Modelo de Heckscher-Ohlin (Nobel em 1977).

A equalização no preço dos fatores entre os países originada da livre circulação de mercadorias permite que eles maximizem sua renda através do comércio.

Veja mais sobre o assunto aqui.

2) Retornos crescentes de escala, de Paul Krugman (Nobel em 2008).

O comércio permite que os países se especializem na produção de determinados bens e serviços, gerando retornos crescentes de escala nestas atividades, ganhos de produtividade e renda.

Veja mais sobre esse assunto aqui.

3) Mudança tecnológica endógena, de Paul Romer (Nobel em 2018).

A integração comercial entre os países permite que as firmas que neles operam tenham maior mercado para suas inovações, tornando o investimento em P&D mais rentável; consequentemente, impulsionando o crescimento na tecnologia e da produtividade.

Veja mais sobre esse assunto aqui.

Evidências empíricas

1) Altas barreiras tarifárias estão correlacionadas com menor crescimento da produtividade e aumento da desigualdade.

2) Agendas de liberalização comercial precedem acelerações na taxa de crescimento econômico.

Veja mais sobre esse assunto aqui.

O que são os trabalhos do Ha-Joon Chang, afinal?

Basicamente, uma coletânea de cherry-picking. Não há hipóteses a nível microeconômico, modelos, testes econométricos. É simplesmente um cara contando o que aconteceu em alguns lugares centenas de anos atrás, afirmando que os eventos que ele escolheu narrar causaram crescimento porque ele acha que sim. Os livros deste autor são tudo o que a economia moderna não aceita como metodologia, por motivos epistemológicos evidentes. Nenhuma obra dele no campo do comércio internacional ou da teoria do crescimento econômico tem alguma relevância acadêmica nos grandes centros mundo afora.

Você não deveria levar o Chang a sério.

Veja aqui uma crítica ao Chutando a Escada.

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